Trincheira da Ceará deve ser entregue em julho

Ausência de homens trabalhando, vazamentos em paredes internas, entulho, trânsito pesado nas vias do entorno em função de bloqueio permanente e lojas fechadas. Este é o retrato da construção da trincheira da Avenida Ceará, que recebeu a visita de comitiva de vereadores, no dia 26 de janeiro. Iniciada em 2013, a trincheira é uma das obras inacabadas da Copa do Mundo no Brasil, cuja conclusão deveria ter ocorrido em 2014. Pelo novo cronograma da Prefeitura, a expectativa é que a trincheira seja finalizada em quatro meses após a retomada da obra, prevista para março.
Com um custo total orçado em R$ 32 milhões (restando um saldo a pagar de R$ 7 milhões), em novembro de 2016 a Prefeitura lançou nota informando que a obra estava 92% concluída e que o trânsito na região seria liberado no mês seguinte. Não foi isso que ocorreu. Em função de falta de pagamento (cerca de R$ 3 milhões), moradores e comerciantes da região notaram a gradativa redução do número de trabalhadores, até a completa paralisação da obra, ocorrida em meados de maio do ano passado.
O presidente da Câmara, vereador Valter Nagelstein (PMDB), classificou de inaceitável o fato de a cidade padecer há cinco anos em função da obra. “Em qualquer lugar do mundo uma obra relativamente simples como essa tem de ser feita em cerca de dois anos. Era uma obra para a Copa do Mundo de 2014 e, pela perspectiva, não sei se fica pronta para a Copa da Rússia (a ser realizada neste ano).” Nagelstein informou que vai cobrar da Prefeitura a liberação urgente do trânsito na Avenida Farrapos.
O secretário-adjunto de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Alcimar Andrade Arrais, antecipou que a liberação da Avenida Farrapos será priorizada. “Esta será a primeira parte liberada da trincheira. A previsão é que, com a retomada da obra em março, a Avenida Farrapos seja liberada em abril”, explicou.
Também estiveram presentes na vistoria o vereador João Carlos Nedel (PP), assessores parlamentares, o presidente da Associação das Empresas dos Bairros Humaitá e Navegantes (AEHN), Luiz Carlos Camargo, a coordenadora de Relações Institucionais da entidade, Luciana Borba, e empresários da região.